Alguns advogados, donos de grandes escritórios, afirmam que a apresentação conta muito na hora impressionar clientes, que o advogado é a imagem do escritório. Não à toa, portanto, advogados são conhecidos por serem formais, seja pelo juridiquês seja pela forma de se vestir.
Ocorre que o passar do tempo trouxe inovações, que não foram apenas tecnológicas. Permitiu também um certo relaxamento nos conceitos. Prova disso foi o chamada “Dia Casual”, onde, pelo menos uma vez na semana, os funcionários eram liberados de suas vestes formais, como paletós, gravatas e demais acessórios. A advocacia não ficou de fora. O problema, como sempre, é a falta de bom senso.
É fato que muitos são os causadores de “arranhões” na imagem de um profissional como má conduta, mentiras, boatos sobre sua idoneidade moral, mas é inegável que para arruinar uma reputação um minuto é muito tempo, e uma roupa fora de contexto pode trazer grande prejuízo.
O exemplo que o limite foi ultrapassado aconteceu na última semana. Um advogado, pasme, resolveu comparecer perante o juízo e perante o Ministério Público, em audiência de instrução, lá mesmo no Fórum Henoch Reis, trajando jeans, tênis, camisa de um time de futebol, blazer esporte, cordão metálico dourado grosso e gel no cabelo, com o famoso penteado “moicano”. Não preciso ser juiz pra imaginar o que o juiz que presidiu o feito ficou pensando do colega.
No mesmo dia via outro colega, de jeans, na mesma sexta-feira, mas um jeans preto, bem cortado, camisa social pra dentro da calça, terno preto, ou seja, nada de calça rasgada ou “com lavagem”.
Olha, sem maiores rodeios, acho um desrespeito monumental. Se na sexta-feira o advogado quiser relaxar, que tire a gravata, mas não abandone o “traje social”. Comparecer sem gravata perante o juízo, em audiência é palhaçada e desrespeito. E isto serve pra todos os que participam, seja do promotor, advogado, juiz. Mas infelizmente – ou felizmente – apenas advogados tem sido autores desse desrespeito monumental.
Se for protocolar uma petição, entregar um processo numa secretaria, atuar no plantão, sem contato com juizes ou promotores, enfim, expor de forma minima a sua figura, ainda é admissivel, mas ir perante o juízo fantasiado de babaca é demais.
Fim.
Discordo totalmente do colega quando diz: “Comparecer sem gravata perante o juízo, em audiência é palhaçada e desrespeito”… Sou advogado e embora não use trajes desleixados, dispenso a gravata, o terno, na maioria das audiências, e o faço puramente por minha conveniência pessoal.
Alguns não pensam assim, não abrem mão do estilo formal, e têm o meu respeito. Não são palhaços, assim como não estou fazendo nenhuma palhaçada.
Aliás, meus clientes são atraídos pelos bons serviços que presto, não pelos meus trajes. O juiz ficará convencido pela minha boa argumentação, não pela gravata ou terno que eu vestir.
Assim, discordo totalmente de seu posicionamento e lamento sua grosseria no trecho que destaquei.
Cesar,
Tens razão, exagero detectado. Vou suprimir.
Obrigado.
Mas em relaçao ao traje da audiencia, insisto que a gravata precisa estar presente, na pior das hipóteses, apenas ela pode faltar. Camisa de time e tênis é demais, nao achas?
E usar gravata não é “conveniente” pra ninguem. O que dizer disso em Manaus, quente o tempo todo, e nem por isso podemos usar o calor como desculpa.
Enfim, sorte sua que ninguem nunca se manifestou. Pelo menos na sua frente.
Obrigado.
Apenas complementando, a “palhaçada” fazia referencia ao traje citado acima (Tenis, camisa de time de futebol, cordão de ouro grosso). Enfim, é uma palhaçada monumental. e disso nao afasto uma virgula.
Voce está no padrão, afinal, voce nao usa “trajes desleixados” e parabenizo voce por isso.
Agradeço a resposta, e concordo que é inadequado o uso de traje tão informal no ambiente jurídico…
Quanto à gravata, trata-se de questão puramente pessoal. Mas realmente valoriza a apresentação do advogado..
Volte sempre!
Também discordo. Pelo contrário, só vou “fantasiado” (paletó e gravata) em audiência. Claro que não vou andar (Fórum ou TJ) de jeans rasgado (não uso isso mesmo) ou com camisa de clube.
Mas no nosso clima, andar de paletó e gratava todo dia é pra acabar.
Já vi tanto desrespeito de gente com paletó e gravata no uso das suas atribuições.
Tava sem assunto?
Eu acho que sei o nome do colega informal, e lhe digo. Se for quem eu estou pensando, ele SEMPRE esta infoemal e digamos ” exotico “.
Bom, eu já fui a uma audiência em que o Juiz Criminal estava vestido com uma camisa do São Paulo…Aí é “pacabá”!
Em alguns Estados da federação as Seccionais da OAB ajuizam ações civis públicas para que permitam aos advogados exercerem a profissão com trajes menos informais (apenas causa social e camisa de manga longa no caso dos homens) em virtude do clima.
Acredito que isso seria muito bem aplicado aqui em Manaus e fica a sugestão para a Seccional do Amazonas.
No meu caso às vezes vou sem gravata mas deixo no porta luvas uma gravata de cor neutra para as emergências, é bom sempre estar preparado para a guerra.
Uma vez estava na ZL em um fim de semana a passeio de bermuda e sandalias (como ando aos fins de semana, maloqueirinha) e uma cliente desesperada ligou em uma situação de prisao em flagrante de seu filho por acusação de homicidio no 9 DP. Fui de bermuda e sandalias, me sentindo pessima, mas eu estava ao lado do 9 DP,pedi desculpas a cliente e ao Delegado pelos trajes, mostrei minha OAB e fui muito bem trata pelo Delegado. Em situações de urgencia , ha desculpas, mas em audiencias nao concordo com tanta informalidade, imagine um medico no plantao sem jaleco lhe atendendo de camisa de time, bermuda e chinelo, fica meio estranho, não passa confiança. So se o medico for seu amigo e saiu do futebol para lhe atender as pressas, kkkk!!!.
Ha!!! blazer esporte… jas visualizo um “bege”, todo amassado. bem feinho, kkkk. Parecendo com o que o rapaz da novela “vida da gente” nao tira da pele. Um horror!!! kkk!!
Me identifiquei: “No mesmo dia via outro colega, de jeans, na mesma sexta-feira, mas um jeans preto, bem cortado, camisa social pra dentro da calça, terno preto, ou seja, nada de calça rasgada ou “com lavagem”.” Pô Naranjo, não sejamos tão fundamentalistas, :/ . Mas advogo no Paraná, no entanto, aqui no interior é raro(íssimo) um advogado que use terno e gravata, eu costumo usar, mas 60% dos meus dias apenas coloco o paleto por cima da camisa, na verdade, quando uso o traje completo, as pessoas até estranham. Acho que tudo tem seu limite, mas camisa de time de futebol e tênis ultrapassou o limite do ridículo. Aqui também temos um caso de um advogado torcedor do Internacional que costuma usar o agasalho completo de seu time para realizar audiências.
Fui ao TRT3 de calça jeans e camiseta por circunstancias fortuitas e quase morri de desconforto, e olha q era so para diligenciar copia de processos, nunca mais!
Aprendi a so sair de casa de tailleur ou terninho e salto todos os dias… Está certissimo!
Natallia,algumas vezes uso calça jeans escura, salto alto e blusa de manga longa e me empenho nos acessórios tais como colar estilo pérolas e nem por isso me sinto mal!
Acredito que calça jeans combinada com camisas de manga longa ou 3/4 nõa tira a elagância damulher.
Aqui no interior do Amazonas tb é assim. Em uma cidade de nome urucará, um colega advogado foi vestido de terno em uma cidade com praticamente duas ruas.
Em menos de 20 minutos quase todos os moradores sabiam que ele tinha chegado. Queriam saber quem era, a situacao foi tao desconfortavel que pedimos para tirar o paletó a gravata e dobrar os punhos, ele ficou mais à vontade.
Palhaçada é num clima como o nosso se adotar uma vestimenta de origem européia, própria para o clima daquele lugar (http://alumni-pa.blogspot.com/2007/08/o-terno-executivo-sua-historia.html). Antes da chegada dos colonizadores, usávamos tangas, ora pitombas!!!
Exageros à parte, é cruel, p. ex., ir a uma audiência no Henoch Reis, todo encapado, no sol de 11 da matina, deixando o carro no estacionamento da OAB, a quase meio Km.
Os estados aos quais o colega se refere acima, cujas seccionais da Ordem dispensaram o uso do terno na época do verão escaladante, foram salvo engano RJ e BA.
Ia esquecendo: antes o passeio completo eu usava somente para audiências. Parei de me vestir com esporte fino quando notei que ficava esquecido nos balcões das secretarias. De terno, é outra coisa: “pois não, doutor…”.
Bom, sou advogado em Santos/SP, e 90% do meu tempo uso camisa social (100% algodão) e calça jeans (bom corte). Ontem mesmo fez sol de 34 graus. Uso terno e gravata soh em audiências, porém, as evito pois advogo essencialmente na área de direito imobiliário onde praticamente inexiste necessidade de audiências. Graças a Deus fecho bons contratos com clientes mesmo sem terno e gravata. As vezes o próprio cliente é pessoa simples e não vê necessidade alguma de ser recebido por um advogado “montado”. Não faço questão alguma de ser tratado como “doutor” pelos escreventes, mas já sabem que não sou bobinho e não deixo de ser incisivo quando não encontram meu processo ou quando o processo está há 2 meses juntando petição.
Att.
Acredito que andar trajado de terno e gravata é essencial, 100% do tempo, mais para quem atua na área criminal – já que deve lidar com autoridades (em sua maioria, infelizmente, com ego bastante inflado: delegados, promotores e além dos juízes.