Escrevi algum tempo atrás sobre problemas que podem ocorrer quando familiares de acusados ficam a se intrometer no processo, quando passam a tentar nos “ajudar” e algumas vezes até nos ensinar .
Num caso que contei AQUI e AQUI, o marido findou por prejudicar a esposa ao conseguir – por impaciência – que outro juiz sentenciasse sua esposa e nao aquele que presidiu a instrução. E dia desses mais outro revés.
A esposa de um preso (daquelas que chamam a atenção ao passar e que nem presidentes resistem) me acompanhou até o Fórum, ávida por informações a respeito do marido preso. Ao chegarmos, parei do lado de fora do cartório para atender um telefonema e notei que a esposa do cliente havia sumido de meu campo visual. Fiquei mais à vontade e passei mais algum tempo na ligação antes de entrar.
Quando a ligação finalmente acabou fui na direção do cartório e qual foi meu susto ao abrir a porta e ver a tal esposa conversando com o juiz e tendo se apresentado para o juiz como minha “estagiária”… Sem reação, sem saber o que fazer diante daquela novissima situação, fiquei o tempo todo calado, inerte, sem confirmar ou indagar nada.
Por se tratar de mulher, esposa de cliente, para evitar uma grande confusão ali mesmo, eu simplesmente tentei me controlar. Enfim, consegui por um dia.
No dia seguinte tive uma briga feia com a tal esposa por ter não somente entrado pra falar com o juiz sem meu aval, sem me eonhecimento, mas principalmente por usar o meu nome na conversa. O resultado é que o cliente continua preso, a esposa continua me odiando pelo que teve que ouvir de mim, e eu finalmente irei em busca do magistrado para falar sobre a presepada.
Digo com a propriedade de quem conhece esse meio: o dificil na advocacia criminal não é simplesmente soltar quem está preso, dificil mesmo é administrar a ansiedade e a falta de bom senso da familia.

Se fosse minha cliente tomava um bronca na frente do juiz. Infelizmente minha tolerancia e zero na atualidade. Passei ate por uma situação onde em uma investigação, na escuta havia varias conversas minhas com um cliente onde os policiais me disseram que nao acreditavam nas broncas que eu dava no cliente que nao queria ir na audiencia criminal. e isso eu faço em qualquer area juridica.
Eu sempre digo, fui contratada para fazer o serviço, nao para lhe agradar. Se vc quer agrado contrate outro.
Que loucura da mulher, entrar e falar que é sua estagiária… Aposto que o juiz só fez o atendimento devido as qualidades físicas da mulher…
Em um determinado Tribunal de Justiça Estadual, que nem preciso falar qual é, estagiária desse porte tem um crescimento profissional de forma impressionante. Começa como simples estagiária, que utiliza o sistema de transporte público, e depois de alguns poucos meses é contratada, passa a receber o que funcionários públicos estáveis batalharam para conquistar por meio de concurso público, e ainda vai mais longe, chega a ocupar cargo comissionado, ganha carro de presente, tem a faculdade paga, chegando a ganhar apto de presente. É de uma EFICIÊNCIA fenomenal.