Quem ainda não ouviu dizer que o jornalista fulano, cicrano, deturpou o que o entrevistado disse? Ou que fulano foi vitima de péssimo jornalismo? E as desculpas são sempre as mesmas: prazos curtos para fechamento de edições e falta de conhecimento específico de determinada área.
Não esqueço de uma palestra no IBCCRIM, acho que em 2007, quando o tema foi tratado e nos foi dito que um meio termo é necessário. Foi ensinado que esta arma poderosa é uma das formas mais eficientes de divulgação de um trabalho, e da mesma forma que prejudica, pode ajudar. Dito isto, passo ao meu causo da vida real…
Já era noite quando uma ligação me alertou sobre uma nota num dos jornais da cidade mencionando meu nome. Não entendi bem pois não havia dado entrevista, não respondi questionário, não recebi ninguém nem em casa ou no escritório, enfim, não autorizei publicação de nada. De atipico apenas a ligação de um senhor que se identificou como repórter dizendo que havia checado o site do CNJ e visto que eu havia protocoloado uma reclamação.
Fez uma, duas perguntas, quando eu então disse que ele poderia me ligar no outro dia para que pudesse falar melhor, esclarecer os fatos. Eu, ingênuo mesmo, aguardei a ligação, jamais imaginando que algo seria publicado sem minha autorização, afinal, ele jurou que ligaria no dia seguinte.
Enfim, além de não ligar, o cidadão publicou uma nota tendenciosa, desrespeitosa e nada profissional. Tentou, e apenas tentou, vender minha imagem como um mercenário, onde viso apenas o lucro com meu trabalho, e isto sem contar que usou contra um magistrado palavras nada cordiais, desrespeitosas, induzindo o público, cada vez mais escasso, a acreditar que eu teria cunhado as palavras, enfim, um verdadeiro trabalho jonalístico dos dias atuais, o jornalismo que deixou a verdade no meio do caminho, trocada por alguma polêmica e uma inexpressiva vendagem de jornais.
Como diz a malandragem “perdeu playboy”, de mim agora, só vai escutar bom dia e boa tarde.
*Título do texto é uma frase atribuída a Oscar Wilde
