Quando um advogado faz um pedido de liberdade, dois pedidos, três, e todos são negados, não resta outra alternativa que não seja recorrer das decisões desfavoráveis à instância superior ou aguardar outra oportunidade, para então fazer nova tentativa. E nada mais…
Impressiona porém, a falta de profissionalismo e respeito por parte de alguns membros do Judiciário e do Ministério Público que, sem resíduo de humildade, simplesmente ficam aborrecidos quando uma decisão de sua lavra é revertida. Chegam até mesmo a tratar o advogado de forma rude e nada urbana. Veem na reversão da medida de prisão, não a exuberância do duplo grau de jurisdição, do exercicio do contraditório, da ampla defesa, mas sim uma ato contra sua pessoa, levam para o lado pessoal. Chegam a prejudicar o acusado por não simpatizar com seu defensor.Fico a imaginar se advogados reagissem assim à todo despacho que lhes negasse a pretensão.
No meito desse tiroteio de vaidades sai ferida. de morte, a Justiça.
Advirto logo que não convivo com tal realidade, mesmo porque sou da turma que recorre logo à instancia superior, sem perder a amizade.
Nobre colega, e é esse ums dos motivos mais fortes que me fazem acreditar, cada dia mais, ter escolhido a profissão correta. Apesar de não atuar muito na seara criminal, a cada processo crime que entra no escritório, me vejo mais tentado a direcionar meus estudos também para este lado. Porém, o tempo me obriga a infelizmente escolher uma ou outra área, de acordo com o “mercado local”. Mas, mais uma vez, parabéns pelas palavras. Suas notícias “nortistas” são lidas por mim toda semana. Abraços.
Boa noite,
sou fá do seu blog, elevado a site (já foi promovido? estava de férias e ainda assim acompanhei seus posts). Somente uma criticazinha, bem pequeninha… às vezes acho que seus comentários em desfavor dos juízes (maus, ao seu modo de ver) sofrem de uma generalidade tão grande e coloca a todos nós no mesmo saco de farinha. Olha, querido Naranjo, em nenhum vies de corporativismo, mas eu penso que há muito mais juízes bons do que incompetentes ou até maus. Pense nisso. Mas, repito, adoro seu blog/site e seus comentários me são muito úteis.
O jogo é mesmo de vaidades, nobre colega. Olvidam-se alguns, porém, que quando se recorre à instância superior, o que se guerreia é a decisão proferida.
Da mesma sorte, quando um pedido é indeferido, o advogado deve entender que o que se negou foi o pleito da parte e não do causídico.
Como dantes mencionado, advogado, promotor e juiz são apenas representantes. O primeiro, das partes; o segundo, da sociedade; e o terceiro, do Estado. Todavia, não é incomum ver nos Tribunais aqueles que sentem-se feridos por um pensamento discordante, um entendimento divergente. Esses certamente sentir-se-ão atacados à própria carne diante de um recurso ou indeferimento.
Até mais,
COADUNO-ME COM AS PALAVRAS DOS NOBRES COLEGAS, NO SENTIDO DE QUE AS VAIDADES EM TELA SÃO PERINENTES ÁQUELAS PESSOAS POBRES DE ESPÍRITO QUE, COM GRANDES VAZIOS, PREENCHEM-NOS COM ELAS.
DEVERÍAMOS APRENDER COM O “BOM PASTOR’, AQUELE QUE MORREU PELAS ‘OVELHAS”. ELE SEMPRE FORA AVERSO ÀS VAIDADES, POR ISSO, VIVIA EM PERFEITA LIBERDADE CONSIGO MESMO, PREGAVA LINDOS SERMÕES, FAZIA MILAGRES… E CERTA VEZ DISSE MAIS OU MENOS ASSIM: AS RAPOSAS TÊM COVIS, OS PÁSSAROS TÊM NINHOS, MAS EU NÃO TENHO NEM ONDE RECLINAR A CABEÇA. SE FOSSE VAIDOSO, TERIA PALÁCIOS E RIQUEZAS OUTRAS. ISSO PORQUE JÁ ERA RICO DE ESPÍRITO.
NA SUA ÉPOCA, O FILHO DO HOMEM, PORTANTO, ANDAVA DE JUMENTO, HOJE, INFELIZMENTE, MUITOS JUMENTOS ANDAM DE CARRO, PALETÓ E GRAVATA !!!
ADV.FALCÃO
Serio!!!! Nunca notei, eu recorro e ainda digo para o juiz, pois as vezes recorro em virtude do meu cliente ter outros processos e no estoub evitando que em outro processo a pena seja aumentada em razao de um transito em julgado.Mas ate hoje nenhum juiz demonstrou chateacao, tem juiz que ate brinca, me dizendo que vou ter que recorrer.